Na edição de hoje tem uma descoberta que muda o jeito de olhar pros bichos, um achado artesanal que dá vontade de sorrir, uma história que abraça quem sempre ficou à margem e um gesto simples pra refletir sobre si mesmo

Você sabia que a homossexualidade é muito comum no reino animal?

Entre girafas, ela aparece em flertes longos que começam com pescoços se tocando. Entre os leões, surge como laços de confiança entre machos, fortalecendo o grupo. Golfinhos, bisões, albatrozes, tartarugas e até formigas também vivem relações entre indivíduos do mesmo gênero. Algumas dessas relações são curtas, outras duradouras; algumas afetivas, outras cooperativas.

Pesquisadores já registraram esse comportamento em mais de 1.500 espécies, mostrando que diversidade não é exceção: é parte da natureza. No fim, talvez os animais estejam só lembrando a gente de algo simples: viver com liberdade sempre foi natural.

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Cerâmica e artesanato que parecem mais uma obra de arte

Parece uma pequena procissão de mãos dadas

Uma artista pinta mini pessoas caminhando lado a lado em toda a circunferência de um pote de cerâmica. O resultado é simples, mas tão lindo que dá vontade de ter um igual na mesa, só pra lembrar de todo mundo que tá sempre de mãos dadas contigo.

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Ceramic running friends bowl🥳🥳🥳🥳🥳🥳 I’ll probabaly refilm the stop motion, the glare was driving me crazy….but anyways if you’re in Brookly... See more

O anjo da guarda das travestis e seu Palácio das Princesas

Nos anos 80, em São Paulo, quando a epidemia de HIV espalhava medo e preconceito, uma mulher chamada Brenda Lee tomou uma atitude que ia de frente a todos os estigmas: o acolhimento.

Nascida em Pernambuco e expulsa de casa durante a adolescência, Brenda começou sua vida São Paulo com apenas 14 anos, exercendo sua identidade de gênero como mulher travesti. Passou pela prostituição e pela marginalização, mas com o resultado de seu trabalho conseguiu economizar e comprar uma casa, que no futuro viria a transformar em pensão.

Foto: UOL

Um lugar simples, sem luxo, que transformou em abrigo. Outras travestis que eram expulsas de casa ou perseguidas pela polícia, em algumas das operações mais cruéis e higienistas da cidade como a operação “Limpeza”, encontravam ali um espaço seguro. Com algumas regras simples Brenda garantia que todas a meninas, ou na sua própria linguagem, princesas, tivessem um lugar para existir.

Seu trabalho foi ganhando notoriedade na comunidade e na mídia. Com o surgimento da epidemia global do vírus HIV, a pensão dela virou referência de proteção: Brenda aproveitou sua visibilidade para transformar seu pensionato no primeiro centro de acolhimento a pacientes soropositivos. Garantindo convênio com hospitais e parcerias com a Secretária Saúde do Estado de São Paulo, fez com que nascesse oficialmente a Casa de Apoio Brenda Lee.

Brenda cuidando de paciente soropositiva. Foto Terra

Nesta época, o estigma contra a AIDS e o vírus HIV era tão grande que muitas pessoas evitavam qualquer tipo de contato físico com quem tivesse o diagnóstico. Muitas pessoas perdiam o apoio de suas próprias famílias e comunidades. Estima-se que o trabalho de Brenda tenha dado condições dignas de vida a dezenas de travestis e pessoas trans.

Esse história é digna de ser lembrada. Uma lembrança de que alguém pode escolher abrir a porta pode mudar o destino de muita gente.

Fonte: Politize! e Terra

“Respirei fundo e ouvi a batida presunçosa do meu coração. Eu sou, eu sou, eu sou.

– Sylvia Plath

Escreva seu nome o mais lentamente possível.

Essa ideia vem um tanto inusitada de The Marina Abramovic Method: Instruction Cards to Reboot Your Life, um conjunto de cartas que estimulam o autoconhecimento e reconexão, feito por Marina Abramovic, artista de perfomance sérvia, famosa por sua arte introspectiva. Coisa chique…

Tente escrever seu nome uma única vez continuamente por 1 hora. Ao reduzir o ritmo, você repara no gesto, na respiração e passa tempo suficiente em um exercício de reflexão sobre si mesmo! Um ótimo momento para refletir sobre o que te faz feliz…

Por hoje é isso, mas amanhã tem mais 🫶🏻

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