

Na edição de hoje tem uma curiosidade sobre uma palavra que mora no afeto, uma animação que inspira a determinação, uma conquista que reacende debates importantes e uma ideia inesperada pra começar o dia em movimento.

A palavra “cafuné” pode ter origem africana!
“Fazer cafuné” é uma expressão muito brasileira, usada pra descrever aquele carinho lento e silencioso na cabeça de alguém. Uma das hipóteses para a origem da palavra é o quimbundo, língua africana falada em Angola, trazida ao Brasil por pessoas escravizadas.
Outra possibilidade é que ela venha de um gesto simples de afeto que vem dos povos indígenas brasileiros, como os Bororós, que costumam acariciar a cabeça uns dos outros em uma prática social de cuidado mútuo, originalmente ligada à catação de piolhos.Outra possibilidade é que ela venha de um gesto simples de afeto que vem dos povos indígenas brasileiros, como os Bororós, que costumam acariciar a cabeça uns dos outros em uma prática social de cuidado mútuo, originalmente ligada à catação de piolhos.

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Com o tempo, a palavra atravessou gerações, entrou no português do Brasil e passou a nomear aquele carinho afetivo que todo mundo conhece e ama. E ela é mais uma das palavras que só o português brasileiro tem.
Talvez por isso cafuné seja difícil de traduzir. Cafuné é ao mesmo tempo gesto e sensação. E que sensação boa… Uma prova de que a língua também guarda memórias de afeto.


E essa animação linda que faz a gente lembrar da importância de trilhar nosso caminho?
Com desenhos impecáveis, o vídeo lembra que continuar já é um ato importante. Às vezes não é sobre chegar, é só sobre seguir em frente.


Em tempos de IA, a arte humana prevalece
Nos últimos meses, artistas de diferentes áreas passaram a se mobilizar contra o uso de suas obras no treinamento de sistemas de inteligência artificial sem autorização ou reconhecimento. O tema, que parecia distante do público geral, ganhou espaço e provocou um debate mais amplo sobre criatividade e tecnologia.
A boa notícia é que a sociedade começou a se posicionar. No Reino Unido, pesquisas recentes indicam que a maioria das pessoas apoia a ideia de que artistas devem ter controle, transparência e compensação quando seus trabalhos são utilizados por ferramentas de IA. Esse apoio público tem pressionado empresas e governos a discutirem regras de direitos autorais mais claras e justas, o que pode levar a novas leis de proteção dos direitos autorais de artistas humanos em meio às novas tecnologias de geração imagens e sons.
Criadores explicam que a discussão não é contra a inovação, mas a favor do equilíbrio. A tecnologia pode avançar, desde que respeite quem cria. Em alguns países, propostas de leis e diretrizes já começaram a surgir, abrindo espaço para acordos que protejam tanto o desenvolvimento tecnológico quanto os direitos autorais.
Para muitos artistas, essa mudança representa mais do que uma questão financeira. É o reconhecimento de que a criatividade humana carrega contexto, intenção e história, algo que não pode ser simplesmente replicado sem cuidado.
Fica a pergunta: será que algum dia alguma IA vai conseguir transmitir os significados que uma obra humana carrega com a mesma intensidade? Essa notícia talvez sirva de inspiração para lembrar a gente de valorizar o imperfeito, o sensível e sobretudo aquilo que é humano.
Nada como ver as pinceladas grossas de uma obra impressionista, ou os traços expressivos e sentimentais da arte abstrata. Nada como ouvir seu artista favorito levemente desafinado em um show ao vivo, no meio de uma multidão acalorada.

Pintura de Jackson Pollock, foto: Met


“Se somos um peixe maior que o tanque em que fomos criados, ao invés de nos adaptarmos a ele, devíamos buscar o oceano.”


Saia para caminhar às 5 da manhã.
Não precisa ir longe nem rápido. Caminhar cedo é um jeito simples de encontrar o dia antes que ele fique cheio de pedidos. O ar está diferente, o silêncio é outro e a cabeça costuma estar mais leve.
Mesmo que seja só uma vez, experimente. Às vezes, mudar o horário muda o ritmo, o olhar e a forma como a gente atravessa o resto do dia.

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Por hoje é isso, mas amanhã tem mais 🫶🏻
Pra receber o link da animação, saber mais sobre a origem do cafuné e entender melhor o debate entre artistas e IA, é só responder a este e-mail pedindo que a gente te envia.

